1657654436_05797f437e[ Fonte da imagem: Flickr ]

Perceber a preocupação das mulheres em relação à apresentação de seu corpo chega a ser engraçado, de tão curiosa que é a insatisfação das mulheres em relação à aparência.

Já presenciei mulheres lindas de corpo perfeito, aparência encantadora, reclamando de apresentação. Normalmente as queixas são em relação ao peso. “Estou com 52 quilos, é uma vergonha, estou horrorosa! Não é besteira minha, sabe? Meu peso ideal é de 50 quilos e meio, porque com 49 quilos, eu fico um pouco esquelética, aí não pode, fico feia!”.

Se você for mulher, e concordou com a frase transcrita acima, lamento constatar, mas você é tão fútil e imatura quanto a sua hipotética autora. Os motivos? Explico adiante:

Reparem na mulher que ilustra este texto: Ela tem um corpo lindo! Todavia, ao visualizarmos a foto em alta resolução, percebe-se a existência de algumas estrias na barriga, uma flacidez no braço e podemos imaginar que o soutien está cumprindo corretamente o seu papel de brigar com a força da gravidade.

Isto faz esta mulher ser feia? Óbvio que não! Recentemente, escrevi um Manifesto em favor das ‘mulheres princesinhas’ e para a minha agradável surpresa, recebi um comentário de uma leitora, de nome Carla, cujo trecho reproduzo:

se mirar em Carla Bruni, Audrey Hepburn e Anne Hattaway é tb se mirar no ideal de beleza que elas trazem? pq, sim, estranhamente, são as três magras, belas de acordo com determinado padrão, e aparência jovem.

Admito que utilizar a Carla Bruni, a Audrey Hepburn e a Anne Hattaway como exemplos, e como seu contraponto a Dilma Roussef, Heloísa Helena e Margareth Tacher não pode ter sido uma boa idéia. Afinal, as três primeiras são lindas, magras e modelos, já as três últimas, exemplos de truculência e rigidez.

De qualquer forma, conclamei as mulheres a se mirarem na Carla Bruni, na Audrey Hepburn e na Anne Hattaway, não por sua beleza (inquestionável inclusive) mas sim pela elegância, boa postura e porte que as três transmitem. Felizmente, estes três exemplos, não são fúteis, de plástico ou descartáveis. São mulheres pensantes, ativas, elegantes, e que ao mesmo tempo, não abrem mão da sua feminilidade e delicadeza.

Temos outros exemplos de mulheres  elegantes que não se aplicam a este “padrão de beleza”: A atriz Meryl Streep (60 anos de idade), a jornalista Cristiane Pelajo (que certamente já deve ter sido chamada de gordinha), a cantora Thalma de Freitas (que já deve ter sofrido preconceito pela cor de sua pele), a cantora Nina Becker (que possui a orelha de abano mais linda da nova MPB), dentre outras.

Devemos encontrar e valorizar a beleza das mulheres, seja em um nariz grande, seja em uma orelha de abano, em um umbigo esquisito ou em uma barriguinha branca, que mesmo com algumas estrias, continua sendo bonita e encantadora. E este conselho, que a princípio deveria ser dirigido para os homens, também deve ser dirigido às mulheres, principalmente quando se trata de seu próprio corpo.

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