385883752_93636c5472[ Fonte da imagem: Flickr ]

Outro dia, conversando com uma amiga, ouvi a afirmação: “Eu gosto é de lobo mau”. Esta frase ficou gravada em minha mente e resultou em algumas reflexões. O que faz a mulher (ao menos a maioria delas) se sentir atraída?

Será que para despertar a atração de uma mulher, o homem deve ser um lobo mau? O que afinal consiste em ser lobo mau?

Uma vez li um perfil de orkut de uma amiga que cujo texto dizia, dentre outras coisas, que a mulher deve namorar um homem que a cuide, a olhe e morra de ciúmes por ela, que a mulher deve noivar com o homem que jamais tenha dúvida de que ela é a mulher com que ele deseja estar ao lado para o resto da vida e que deve se casar com o homem que a chame de linda todos os dias pela manhã e agradeça a Deus todas as noites pela mulher maravilhosa que tem ao lado.

No texto, todos os atributos “mais carnais” foram atribuídos ao homem que a mulher deveria namorar. Alguns nem tanto carnais assim ao homem que a mulher deveria noivar. Já os atributos racionais, ao homem que a mulher deveria casar. Ora, que os homens fazem diferença entre “mulher pra casar” e “mulher pra trepar” eu já sabia. Mas as mulheres fazem diferença entre “homem para namorar” e “homem para casar”?

Certa vez vi li um texto que tratava desta briga entre “homem bonzinho” e “lobo mau” e discutia justamente o fato que as mulheres não sabem conviver com o amor assegurado. Mulher não sabe lidar com homens que gostam delas. E isto se reflete na triste constatação de que as mulheres, associam que um homem de bom caráter e de boa índole, é um banana, um pária, um “bonzinho”.

Todo homem já passou por algum relacionamento que deixou bem claro à mulher que não pretende se envolver. O resultado é incontestável: A mulher irá correr atrás do homem, insistirá em segurá-lo e tentará a todo o custo, demovê-lo da idéia de não se envolver.

Do outro lado, temos aquele relacionamento em que o homem se preocupa em fazer tudo certinho. Se esmera em transmitir segurança, em demonstrar o quanto está feliz em se relacionar com a mulher, se preocupa em agradá-la. Qual a consequência inevitável? Desdém, desinteresse e sonolência.

Acredito que a mulher deva sofrer de algum tipo de síndrome de Estocolmo nos relacionamentos, no qual ela se sente atraída pelo tipo de homem que a faz sofrer, que transmite insegurança e a subjulga. Uma constatação, lamentavelmente, é irrefutável: O bonzinho, não atrai o interesse.

Poucas são as mulheres que admiram a sorte de um amor tranqüilo, as que admiram, fazem parte de uma minoria mais madura, mais vivida (e deixo claro – isto não tem relação alguma com idade), que sabem muito bem que é sim possível ter um amor tranqüilo e ao mesmo tempo gozar do gosto de fruta mordida.

Resta aos homens escolher: Querer ser o Lobo Mau, ou o Lenhador que salva a Chapeuzinho? Eu confesso que já fiz a minha escolha: Conciliar a emoção do Lobo mau, com a segurança do Lenhador. Espero ter escolhido corretamente.

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